Não há margem para variabilidade quando o assunto é a vida do paciente. Programas estruturados de melhoria da qualidade (PMQ) provam ser o fator mais crítico na transformação dos resultados clínicos.
Uma análise comparativa de desempenho em Cirurgia de Revascularização Miocárdica (CRM) revelou o poder da excelência:
◼️ Em hospitais com Acreditação Internacional, a taxa de mortalidade hospitalar (Mort Hosp) alcançou 3,15%.
◼️ Em contraste, a média geral do Sistema Público (SUS) ficou em 5,35%.
Essa diferença crucial de 2,2 pontos percentuais na mortalidade é o reflexo direto do investimento em um PMQ Multidisciplinar robusto, baseado em:
Os Pilares da Alta Performance e Segurança
🔹 Equipes Alinhadas: Integração total de Cirurgiões, Anestesiologia, Enfermagem, Perfusionistas, UTI e Gestão. O foco está na comunicação, metas claras e responsabilidade compartilhada.
🔹 Padronização Rigorosa: Implementação de protocolos para otimização pré-operatória, cuidados perioperatórios e prevenção ativa de complicações (como infecções, sangramento e ventilação).
🔹 Cultura de Melhoria Contínua: Utilização de auditoria e feedback contínuos para garantir a adesão às melhores práticas e a redução da variabilidade entre equipes.
✔️ Resultado Final: A adoção desta estratégia resulta em uma redução significativa da mortalidade, diminuição de complicações, e melhora nos tempos de recuperação e permanência hospitalar.
A excelência não é um desejo, é um processo. Onde sua instituição está na jornada para a padronização total do cuidado?
Fontes e Referências Metodológicas:
Dados de Taxas de Mortalidade e Internações em CRM (2019): Ministério da Saúde – SIH/SUS e Planilha Internações Cardiologia UHG Benchmarking (Optum).
Referência conceitual sobre a influência de programas de qualidade: J Thorac Cardiovasc Surg 2007.